Pra quê ficar pelado?
Essa pergunta chegou aos meus ouvidos quando meu irmão me flagrou dormindo pelado em uma noite, quando era adolescente. Ele queria entender.
É uma pergunta interessante. Nascemos sem roupa, mas a sociedade impôs que usássemos roupa. E eu não sei vocês, mas eu adoro usar e comprar roupas.
Porém há momentos que você não precisa. Tomar banho, obviamente… ao trocar de roupa… ao ir no médico… ao transar (acho antinatural transar com roupa, mas tem gente que curte). Ficamos limitados a esses momentos, mas se viemos ao mundo sem roupa, precisamos ficar com elas?
Neste post vou falar como eu me acostumei a ficar pelado, algo que também envolveu descobertas e curiosidades sexuais.
O início
Quando eu era criança, antes de completar uns três ou quatro anos lembro que meus pais deixavam eu ficar pelado no pátio no verão antes de tomar banho e que poderia me sujar à vontade enquanto corria pelo gramado, me sujando de terra. Naquela época eu já estranhava uma atividade incomum no pinto, porque ele ficava duro. Era estranho e obviamente não entendia o motivo de ele ficar assim. De qualquer forma, eu adorava a sensação de ficar sem roupa desde aquela época, nem que fosse por alguns minutos.
Mas isso passou quando fiquei mais velho, quando a sociedade impôs que nudez era algo para se sentir vergonha. Poderia, é claro, andar sem camisa ou de sunga quando a gente montava a piscina de plástico em casa. Mas eram situações pontuais e durante os anos que se passaram, da infância para a adolescência eu sequer ficava sem camisa. Não porque sentia vergonha ou algo do tipo, mas perdi o costume e não compreendia o quão agradável era ficar com o tronco desnudo em um dia de calor.
Mas a vontade de ficar pelado por algum motivo crescia conforme o tempo passava e sempre estava acompanhado da descoberta da minha sexualidade. À certa altura, perguntei uma vez ao meu irmão mais velho o porquê do “meu pênis ficar duro e desconfortável” quando eu via uma mulher de biquíni em algum filme ou novela. Na época, não passava dos dez anos (ele já tinha 14). Ele riu com a pergunta, dizendo para não se importar com isso agora. Eu não sabia o que era sexo naquela idade e sequer havia descoberto a masturbação. Mas eu sabia que a nudez do casal de alguma forma estava envolvida quando eu assistia cenas na TV (mesmo que não mostrasse absolutamente nada do ato em si).
Ainda bem que esses pensamentos não eram frequentes. Vivi uma infância repleta de brincadeiras, alheio a qualquer assunto sobre a vida sexual. Mas tinha dias que eu queria experimentar dormir pelado… Essa vontade vinha quando os caras da TV apareciam dormindo assim. Na minha primeira tentativa, aos onze anos, em um sábado à noite, tirei as roupas para dormir. Mas não consegui até que me vestisse novamente. O motivo: meu pinto ficava completamente duro parecendo que estava carregando uma pedra, sensação essa que atualmente só sinto quando estou muito excitado.
Algum tempo depois, quando já completava doze anos, tentei novamente em uma noite. Novamente eu não consegui dormir, porém, na brincadeira, resolvi “imitar” os movimentos por baixo da coberta de uma cena de amor de uma novela qualquer, o que significava que meu pênis começou a ser esfregado várias vezes contra o colchão. Senti um prazer imediato naquela ação que eu não conseguia parar de fazer, até ficar completamente molhado. Sem entender, achando que tinha “mijado” na cama, vesti as roupas e consegui dormir. No dia seguinte, já de dia, me tranquei no banheiro, tirei a roupa e tentei entender o que tinha acontecido. Foi aí que descobri a punheta.
É óbvio que depois daquela descoberta eu queria me masturbar todos os dias e era o que eu fazia. Havia um ritual: à tarde, turno que eu não estudava, eu me trancava na garagem, ficava pelado e batia uma. O ritual funcionava porque na minha cabeça eu precisava ficar pelado para ficar de pau duro e, assim, ter tesão suficiente para ejacular. Então, naquela época ficar um momento pelado se resumia “ao momento de bater uma”.
Com o tempo e com o frio eu descobri que não era preciso ficar pelado para bater uma e isso foi fundamental para minha introdução ao sexo, o que infelizmente para a maioria dos meninos é a partir do pornô. A primeira vez que vi uma mulher pelada sendo fodida por alguém foi nojento e assustador. Mas com o tempo eu me acostumei e, mesmo sendo hétero, comecei a ter interesse em analisar o corpo masculino real. Tirando o fato dos músculos dos atores que sempre me invejaram, havia umas particularidades no pau deles que me chamavam a atenção: a glande (cabeça) exposta quando o pau ficava ereto e a imensa maioria de virilhas completamente depiladas.
Como todo o pré-adolescente eu comecei a estranhar meu corpo. Minhas pernas, bunda, ânus, braços e a virilha começaram a ter pelos. No começo eu não gostava. Pegava uma tesoura da escola e “aparava” os pelos dos braços e das pernas. Mas um dia específico eu resolvi fazer o mesmo com os pelos grossos da virilha. Mas minha mãe me pegou no flagra (uma das maiores vergonhas da minha vida, porque ela contou para a família inteira e meu irmão mais velho ameaçou dizendo que ela tinha falado até para a vizinha) e disse para mim que “não se corta esses pelos em hipótese alguma, que se você tem é pra deixar aí”. Mas isso não impediu que eu fizesse escondido, o que para meu arrependimento descobri a coceira insuportável depois.
Atualmente eu deixo os meus pentelhos crescerem, mas deixo aparado. Quanto aos pelos dos braços e da perna eu depilo de vez em quando, principalmente no verão. Acho que fica mais legal sem. Nunca tive pelos consideráveis no peito.
Quando ao meu pênis ser encapado mesmo estando ereto, fiz o que qualquer pessoa faz hoje em dia antes de procurar um profissional: busquei no Google. Ao que parecia eu tinha fimose, porém no meu caso sequer eu conseguia enxergar minha glande. Aos 14 anos, em uma tarde nas férias, antes do ano novo, eu comecei a forçar a exposição da glande. Finalmente consegui, mas para meu desespero meu pênis não retornou ao estado normal e começou a doer absurdamente, a ponto de eu não conseguir dormir por causa da dor. Com muita vergonha falei para meus pais que “eu estava com um problema no meu pênis”, omitindo a informação de como eu consegui essa proeza e dizendo que “algo aconteceu no banho”. Felizmente meus pais não fizeram muitas perguntas e nem quiseram ver o indivíduo. Marcaram um urologista que constatou que eu deveria fazer uma circuncisão de emergência porque estava com parafimose, situação da qual o prepúcio fica preso.
Fica o alerta: se você tem fimose não tente corrigir sozinho. Caso contrário poderá ter que pagar uma cirurgia para não perder seu amigo. Enfim, a cirurgia foi tranquila, mas o pós-operatório era a pior parte. Eu não poderia “brincar” com pênis durante um mês inteiro e ainda por cima tive que me acostumar com a sensibilidade da glande ao encostar na cueca.
Como meu irmão mais velho e meus pais trabalhavam durante o dia e era verão, a melhor forma que encontrei de ficar confortável com a situação foi ficar pelado durante o tempo que eu podia. E por mais que não quisesse passar por aquilo, aquela situação me obrigou a encarar a nudez sem conectar com algo sexual, até porque eu precisava evitar ao máximo ter uma ereção.
Foi difícil, até porque eu era um adolescente viciado em punheta que batia uma a duas vezes por dia, mas não tinha outro jeito. Tive que limpar minha mente, mesmo estando pelado. Pensava na escola, no meu futuro, jogava videogame, assistia a um filme de animação. Ainda assim eu arrisquei a navegar por um site pornô… Busquei técnicas de masturbação que exigissem “pouco esforço” do meu pênis. Encontrei, mas isso só aumentou a minha vontade de bater uma com força. Felizmente passou rápido e logo eu já estava experimentando meu “pênis normal” não só na punheta, mas nas primeiras relações sexuais.
Passada essa parte nebulosa, comecei a tentar dormir pelado no verão, algo que já conseguia fazer quando estava com o pênis enfaixado. Apesar de ficar horas brincando com ele, conseguia dormir depois.
Agora
Apesar de ter me acostumado a dormir pelado, ainda não tinha virado algo frequente, pois na minha cabeça ainda havia pensamentos eróticos quando eu ficava ou dormia pelado. Até quando me arriscava em um sábado a noite quando meus pais estavam viajando e meu irmão na casa da namorada eu colocava na cabeça” hoje eu vou dormir pelado” e já saia do banho às sete da noite nu, com o pênis ereto pela excitação do momento.
De fato as ereções são normais e naturais e às vezes não tem relação nenhuma com algo sexual. Até mesmo quando você só tira a camisa em algum momento pode ter uma ereção. O pênis muitas vezes tem sua própria personalidade, porém é possível controlar para que isso não saia do controle e é algo que recomendo para todos que querem usufruir de momentos nudistas.
Não que você não possa ter momentos em que só quer brincar com ele. Ficar tocando, tirar fotos imitando um ator pornô ou simplesmente se sentindo sensual. Eu gosto desses momentos. E, se puder no final arranjar alguém para transar ou simplesmente liberar o tesão com uma boa punheta, melhor ainda. Mas tente fazer isso sem o auxílio do pornô. Eu sempre me senti melhor batendo uma apenas imaginando.
Bater uma para aliviar a mente quando se está muito excitado é uma boa dica para varrer sua mente e se livrar dos pensamentos sexuais quando se está nu. Mas é bom experimentar deixar sua reserva de sêmen enchendo por um tempo. Ao invés de bater uma, simplesmente não dê atenção ao seu pênis. Sequer o toque
O bom de ficar nu é que você pode mijar sem precisar puxar o pênis e encostar em qualquer coisa.
A partir do momento que você tratar seu pênis como qualquer outra parte do corpo e não ficar pensando nele o tempo inteiro, você começará a ficar nu tranquilamente sem ter qualquer tipo de ereção, a menos que você queira. É como tomar banho: algo natural e banal, sem qualquer outro objetivo.
Agora que moro sozinho em um apartamento e fazendo home-office, posso ficar e trabalhar pelado o tempo inteiro. E é uma sensação maravilhosa. Minha cabeça está ocupada com o trabalho ou assistindo algum filme, jogando, visitando o fórum, etc. Vivendo uma vida normal, sem roupa.
Nos dias quentes é refrescante demais. Você se sente livre de pressões sociais. Meus pensamentos mudam quando eu fico nu. Somos tão ansiosos na idade moderna que nos esquecemos que a vida pode ser mais simples. Eu ficaria feliz se pudesse viver assim o tempo inteiro.
Experimente deitar nu, relaxado, para meditar sobre a vida. É uma sensação maravilhosa. Dormir também… há muitos benefícios, recomendações médicas e tal. O que sinto, além de manter o corpo resfriado, é uma sensação de tranquilidade. Depois que me acostumei a dormir nu, sempre tive noites de sono excelente, acordando revigorado.
E para isso não precisa mostrar sua nudez para ninguém. É algo que pode ser particular. Um momento seu.
Então, pra quê ficar pelado?
Acho que já respondi muito bem essa pergunta. Mesmo assim, algumas não vão entender. Nem vão experimentar, para falar a verdade.
E bem…não sabem o que estão perdendo!
Pra quê ficar pelado?
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Terrsinho65
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Re: Pra quê ficar pelado?
Olá, vi que falou sobre a fimose e que fez a circuncisão. Eu também giz quando adolescentes aos 14 anos. Você falou que aprendeu a se masturbar antes da cirurgia e eu também. Queria saber se que nem eu quando gozou a primeira vez depois da cirurgia, também ficou surpreso por ver uma quantidade que não via antes ( o que aconteceu comigo).
- gabriels
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Re: Pra quê ficar pelado?
Acho que sim, mas acredito que é pelo caminho estar livre facilitou a saída, o que na minha opinião deixa mais higiênico porque quando a glande não está exposta uma parte pode permanecer dentro, o que pode causar problemas relacionados a mà higienização, algo que não tenho mais, já que no banho tudo fica limpo agora.
- Gawen
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Re: Pra quê ficar pelado?
Adorei ler o seu processo das fases que passamos como pessoa(adolescência, descobertas, punheta e etc)
e também gostei das fotos. Mais respondendo também esse questionamento "Pra quê ficar pelado?" um resposta bem educada e respeitosa, é a resposta é pq sim, para muitos o pq precisa de um motivo, e muitas vezes é cansativo arranjar um motivo sendo que o simples sim(ou não) é motivo suficiente.
e também gostei das fotos. Mais respondendo também esse questionamento "Pra quê ficar pelado?" um resposta bem educada e respeitosa, é a resposta é pq sim, para muitos o pq precisa de um motivo, e muitas vezes é cansativo arranjar um motivo sendo que o simples sim(ou não) é motivo suficiente.
- gabriels
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Re: Pra quê ficar pelado?
Exato!Gawen escreveu: Qui 30 Jan 2025, 16:42 a resposta é pq sim, para muitos o pq precisa de um motivo, e muitas vezes é cansativo arranjar um motivo sendo que o simples sim(ou não) é motivo suficiente.
E se a gente for pensar o motivo, talvez a mais óbvia conclusão é que os humanos nascem sem roupa, então a nudez já é algo natural. Costumo brincar da "maldita civilização que criou leis que impedem a nudez" e isso meio que ajudou a fazerem as pessoas terem vergonha do próprio corpo e de si mesmas, por isso que praticar a nudez ajuda muito na autoestima.
Mas sua resposta simples é ótima e digo mais: fico nu e você que não fica não sabe o que está perdendo.
- Lucas S
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Re: Pra quê ficar pelado?
Esse é um ótimo questionamento. Uma provocação, eu diria.
Sem sombra de dúvidas, o que me fez enxergar a nudez de uma forma diferente foram as reportagens que passaram na TV sobre o assunto, as quais eu já mencionei aqui. Eu tinha 10 ou 11 anos na época e, mesmo tão novo, saber que havia pessoas que encaravam a nudez como um estilo de vida foi uma "virada de chave" na minha cabeça. Lógico que, nessa idade, pré-adolescente, com os hormônios começando a se manifestar, eu inicialmente enxergava a coisa de uma maneira mais sexualizada. Mas, com o passar do tempo, quanto mais eu buscava sobre o assunto, mais aquilo me fascinava. Nas raras vezes em que eu ficava sozinho em casa, eu tirava toda a roupa, tentando "imitar" o que eu tinha visto na reportagem.
Respondendo de forma direta a pergunta "Pra que ficar pelado?": porque é mais confortável! Eu nunca gostei de usar muita roupa. Adoro o calor, justamente porque me permite usar menos roupas. Uma coisa que detesto quando está frio é ter que usar várias camadas de roupa. É muito inconveniente.
Minha mãe conta uma história de que, uma vez, quando eu era bebê, ela me colocou para dormir e eu não parava de chorar. E ela não conseguia descobrir o que havia de errado. Fome não era, pois ela tinha acabado de me amamentar. Também não era fralda suja. E eu não aparentava estar doente. Até que ela teve a ideia de tirar toda a minha roupa, pois estava calor. Conta ela que, assim que eu fiquei pelado, parei de chorar na hora e dormi feito uma pedra!
Depois de adulto, quando resolvi dormir nu, foi a mesma coisa. Passada a excitação inicial, foi a maneira mais confortável que encontrei para dormir. Então, sim, ficar pelado é muito bom!
Sem sombra de dúvidas, o que me fez enxergar a nudez de uma forma diferente foram as reportagens que passaram na TV sobre o assunto, as quais eu já mencionei aqui. Eu tinha 10 ou 11 anos na época e, mesmo tão novo, saber que havia pessoas que encaravam a nudez como um estilo de vida foi uma "virada de chave" na minha cabeça. Lógico que, nessa idade, pré-adolescente, com os hormônios começando a se manifestar, eu inicialmente enxergava a coisa de uma maneira mais sexualizada. Mas, com o passar do tempo, quanto mais eu buscava sobre o assunto, mais aquilo me fascinava. Nas raras vezes em que eu ficava sozinho em casa, eu tirava toda a roupa, tentando "imitar" o que eu tinha visto na reportagem.
Respondendo de forma direta a pergunta "Pra que ficar pelado?": porque é mais confortável! Eu nunca gostei de usar muita roupa. Adoro o calor, justamente porque me permite usar menos roupas. Uma coisa que detesto quando está frio é ter que usar várias camadas de roupa. É muito inconveniente.
Minha mãe conta uma história de que, uma vez, quando eu era bebê, ela me colocou para dormir e eu não parava de chorar. E ela não conseguia descobrir o que havia de errado. Fome não era, pois ela tinha acabado de me amamentar. Também não era fralda suja. E eu não aparentava estar doente. Até que ela teve a ideia de tirar toda a minha roupa, pois estava calor. Conta ela que, assim que eu fiquei pelado, parei de chorar na hora e dormi feito uma pedra!
Depois de adulto, quando resolvi dormir nu, foi a mesma coisa. Passada a excitação inicial, foi a maneira mais confortável que encontrei para dormir. Então, sim, ficar pelado é muito bom!